"Tudo começou por volta dos 6 ou 7 anos. Ele levou os dedos em sua boca e voltou a me tocar."

Posted: | por Felipe Voigt | Marcadores: ,
Querido Ogro,

Talvez este pedido de ajuda seja um pouco diferente dos demais que tenha recebido até então. Mas isso não faz do conteúdo deste relato um desabafo e uma angústia menor que os demais. Aliás, não é possível comparar algo tão subjetivo. Sofrimentos são sofrimentos. Todos doem o máximo de sua própria potência.

Tudo começou por volta dos 6 ou 7 anos. Lembro que minha mãe estava grávida e eu ainda era filha única. Minha família era tradicional. Pai, mãe, irmã a caminho e vários tios, tias, e demais parentes. Minha vida resumia-se à escola, brincadeiras infantis e convívio com primos e primas.

Eu havia perdido, há pouco, meu primeiro dente. Estava banguela. E como me sentia estranha com aquela forma diferente! Meus cabelos eram mais curtos do que eu gostaria. Minha mãe sempre muito rígida com as obrigações domésticas. Mas nada disso fazia de mim uma criança infeliz. Eu era uma aluna muito aplicada. Minha mãe gabava-se por uma inteligência acima do normal que eu definitivamente não tinha – apesar dela acreditar veementemente que sim. Fui oradora da turma na minha primeira formatura. Treinei por dias, exaustivamente, o tal discurso por determinação da minha mãe. Sua “linda” filha não poderia fazer feio frente às demais pessoas. Sei trechos dele até hoje.

Meu pai tinha uma irmã casada. Era um casal estranho. Ele muito másculo, viril, forte. Parrudo mesmo. E ela muito franzina, com um aspecto extremamente frágil. Eles nos visitavam com certa freqüência. A lembrança mais remota que eu tenho a respeito – na minha psiquê foi quando tudo efetivamente começou – foi em uma ida à padaria. O estabelecimento ficava a duas quadras de minha casa e fui com este meu tio até lá. Nada demais. Não fosse um elogio que recebi no caminho de volta: “Você é uma princesa muito linda, sabia?”. Intimamente senti algo diferente naquela fala, mas no alto dos meus 7 anos eu não tinha a menor capacidade emocional de identificar o que era. Ponto. Lacuna. Vamos à próxima memória.

Pouco tempo depois – não sei precisar quanto - fui para a casa desta minha tia que acabava de ter bebê. Enquanto ela cuidava de sua filhinha, fiquei deitada de bruços na sua cama colorindo uma revistinha. Uma das minhas brincadeiras prediletas. Eu estava de vestido, como qualquer garota da minha idade.

O meu tio veio “cuidar de mim”. Deitou-se ao meu lado na cama. Eu podia sentir o calor do corpo dele muito próximo ao meu. Continuei desenhando, pois não havia nada estranho nisto. Até que senti uma coisa empurrando minha calcinha pro lado. Fiquei estática. Não entendia o que era aquilo. Percebi que eram os dedos do meu tio. Continua paralisada. Sequer olhei para o lado. A canetinha caiu em cima do desenho. Ele levou os dedos em sua boca e voltou a me tocar. Fez alguns movimentos que eu não conseguia perceber ao certo como era. Não eram movimentos leves, mas eu estava totalmente atordoada no momento que até minhas percepções estavam fragilizadas. Aquilo era bom? Era ruim? Como uma criança de 7 anos pode ter o discernimento se algo que ela nunca viu era bom ou ruim, certo ou errado? Era diferente. Apenas.

No momento em que a minha tia estava se dirigindo ao quarto ele rapidamente tirou as mãos e colocou minha calcinha no lugar. Esta foi a chave para eu perceber que aquilo não deveria ser certo. Nada falei. Fiquei esperando minha mãe me buscar. Ponto. Nova lacuna.

A próxima memória já ocorre com minha priminha com uns 2 anos. Eu estava na janela da casa desta minha tia esperando minha mãe vir me buscar. Eu adorava ir pra lá brincar com a minha priminha. Sinceramente não sei se neste período fui molestada por ele. Possivelmente sim. Mas, se aconteceu, algo em minha mente fez-me a grata gentileza de eliminar de minha memória. Minha mãe estava demorando a chegar e eu coloquei um banquinho em baixo da janela e ajoelhei para esperá-la. Senti que ele ficou parado ao meu lado. Sentado numa cadeira ou algo parecido. Senti medo. Eu já sabia que aquilo era errado e me sentia muito mal. Ele se ofereceu para me suspender na janela para que eu pudesse ver melhor a rua. Sem qualquer malícia eu aceitei, pois realmente minha baixa estatura não me deixava ver muito. Num gesto mais bruto ele me pegou por trás, se colocou atrás de mim e me levantou. Em seguida me abaixou devagar, deslizando meu corpo pelo seu abdomem e pelo seu pênis enrijecido que encostou em meu bumbum. Repetiu isso algumas vezes. Até que eu dei um pulo, fui correndo pra sala e fiquei sentada até minha mãe chegar. Muda. Paralisada. Sem conseguir esboçar nada.

Recordo que às vezes, durante estes atos, ele dizia algo como “psiu” “fica quietinha”... Seu olhar era muito forte e eu sentia muito medo. Mas achei melhor não falar nada para a minha mãe ou para qualquer outra pessoa. Eu pensava que a minha mãe iria brigar com ele. E ele, por sua vez, iria repetir tudo comigo como castigo por eu ter contado. A ameaça era velada. E a minha fantasia infantil encontrou “respostas” para as dúvidas que eu tinha sobre tudo aquilo que estava acontecendo.

Daí em diante eu não voltei mais naquela casa. Fiquei um bom tempo afastada. Não queria mais “brincar com a minha priminha”. Não sei se alguém percebeu que eu estava diferente. Mais entristecida. Tive contato com ele mais algumas vezes, mas não mais sozinha.

Pouco tempo depois minha tia se separou dele. Havia descoberto várias traições. Minha mãe foi ajudá-la na mudança e me recordo que havia uma pilha gigantesca de revistas que seriam rasgadas. Minha mãe me mandou não chegar nem perto delas. Tinha medo da minha mãe, mas a curiosidade era grande. Ao olhar vi uma mulher com umas coisas muito grandes na região do peito. Eram revistas eróticas, mas eu sequer sabia identificar o que era aquilo.

Nunca mais o vi. Sei que ele teve vários filhos por aí. Hoje está preso. Mas por não pagar pensão a uma de suas filhas. Aliás, eu disse que não o vi. Eu não o vi pessoalmente. Pois ele reside dentro da minha memória. E eu “o vi” por muito tempo - e ainda hoje ele vem fazer uma visita na minha cabeça. Eu “o via” principalmente quando comecei a desenvolver minha sexualidade juvenil. Fantasiei muito a respeito.

Na minha primeira vez eu pensei nele. Quando o meu namorado me tocou eu me lembrei dele. Fiz um esforço enorme para tentar dissociar, mas não sei se consegui direito. Só consegui falar sobre isso 15 anos depois da primeira violência sexual, com uma amiga. Ela me falou sobre terapia e me indicou seu psicólogo.

Falar sobre isso com o psicólogo foi o maior de todos os sentimentos de alívio que tive até hoje. Já no meu primeiro relato, o meu terapeuta, sabiamente, percebeu a culpa que eu carregava em mim mesma. Eu pensava assim: se eu era uma “princesinha muito linda”, eu era a culpada por ter atraído ele. Foi assim que eu pensei durante todo este tempo. Somente após muitas sessões eu consegui superar esta culpa. E somente depois de várias outras sessões é que eu consegui falar o quanto isso atrapalhava a minha vida sexual. Quando eu digo várias sessões, são várias sessões mesmo: 7 anos de terapia semanal.

Até conseguir este avanço, sempre que eu era tocada de forma similar pelo meu namorado eu imediatamente lembrava do meu agressor. Do meu violentador. E isso fez de mim uma pessoa sem vontade para o sexo. Era algo sem prazer. Felizmente a terapia me ajudou a fazer esta dissociação e hoje não tenho qualquer problema em relação a isso. Tenho uma vida sexual ativa e feliz.

É muito difícil falar sobre isso, pois enquanto ser humano sempre queremos o afeto do outro. E nós, vítimas de abuso sexual, por mais que tenhamos consciência e compreensão de que somos vítimas e não causadoras da violência, sentimo-nos diferente das demais mulheres. Isso não mudará nunca. Há um esforço diário para reafirmarmos a nós mesmas que somos tão belas quanto as mulheres “normais”. Ou até mesmo podemos nos auto denominar como especiais, por conseguirmos conviver com esta marca eterna e ainda sim produzirmos saúde para nós mesmos e para os demais ao nosso redor.

Tentei falar sobre isso com um ex-namorado. Mas ele não deu muita atenção. Não acolheu a minha fala. E ficou uma coisa mal contada. Meu atual namorado não sabe, ainda. Havendo uma evolução do relacionamento eu contarei assim que tivermos uma interação para isso. Trata-se de um relacionamento ainda muito recente.

E agora, depois de todo este relato, vem o meu pedido de ajuda. Gostaria que este depoimento fosse divulgado por você às diversas leitoras que o acompanham. Muitas delas podem ter sido vítimas de abuso sexual como eu fui. Ou podem conviver com este problema em suas constituições familiares – muitas vezes sem saber como lidar com o problema. Somente quando eu tive a compreensão de que eu não era a única vítima – que outras (e outros) infelizmente também passam por isso é que eu percebi a necessidade de pedir ajuda para tratar esta ferida e construir uma bela vida em cima de tudo o que aconteceu.

O caminho é o acolhimento e principalmente a denúncia aos órgãos competentes (Ministério Público, polícia, conselho tutelar e etc..) do agressor que precisa ser penalizado pelos seus atos. Mas que também precisa ser tratado. Do contrário, ele quitará um dia a sua dívida perante a justiça e voltará ao convívio social ainda - ou mais - doente. Outras vítimas serão violentadas, assim como aconteceu em recentes caso divulgados esse ano pela mídia.

Obrigada, querido Ogro!

Que Deus continue abençoando-o nesta missão de fazer algo tão importante – e tão escasso – na nossa atualidade: abrir os ouvidos de ouvir e acolher a angústia que reside em várias dores que não são vistas, mas que são sentidas em toda voracidade que lhe são peculiares.

Ah... se um dia quiser experimentar outra profissão além do Jornalismo, a Psicologia te espera de braços abertos!

Beijos de uma fã profundamente agradecida.

Minha querida que escreve muito,

Porra, você escreveu pra caralho mesmo, hein? Mas vale a pena ler, por isso nem editei.

Depois que montei esse blog, tenho alertado praticamente todas as mães e pais de crianças pequenas e adolescentes que conheço sobre esse problema. Peço que desconfiem de todos, até dos mais próximos, e sou recebido com uma estranha ironia: "você acha que alguém da família iria fazer isso? Que exagero!". Teu relato prova que não é exagero. Infelizmente, não dá mais pra minimizar esse problema. O abusador\agressor está no cômodo ao lado, a uma porta de distância. Não é feio desconfiar.

Uma coisa que comentou e que reflete a maioria dos casos: o famoso "eu gostei disso? Se eu então eu causei isso?". Uma criança não tem como saber que o que está sentindo está certo ou errado. Um filho da puta do caralho de 30 anos sabe... quem está errado? Se um adulto der vinho para uma criança de 7 anos, por exemplo, ela ficará bêbada. Irá gostar da embriaguez. Isso é físico, não tem como fugir. Mas é certo? Quem está errado?

E isso gera frutos ao longo dos anos. A primeira masturbação, a primeira transa, o primeiro orgasmos, tudo irá se basear nessa experiência. A memória física pode ser mais cruel do que a memória cerebral. Esses crápulas esquecem disso: trocam uma vida de bloqueios sensoriais por segundos de prazer. Afina, uma criança nunca irá se lembrar disso, certo? Claro.

Fiz questão de deixar o texto na íntegra pra mostrar como crianças se lembram, sim! E com riqueza de detalhes. Acontece uma substituição de lembranças: aquele desenho inesquecível, aquela boneca favorita, aquela brincadeira infalível dão lugar ao silêncio ensurdecedor na cama, ao escuro do quarto que brilha na mente. Uma voz, um olhar, um toque, um cheiro, uma sensação.

Tenho uma tia que é assistente social e me conta das dificuldades de se tocar nesse assunto com as mães, principalmente. Elas, assistentes, notam uma diferença brusca na postura da criança, que leva a crer que algo esteja acontecendo, mas não podem especular isso com os pais. Mas é gritante a mudança de comportamento.

Horrível constatar isso, mas vocês não estão sozinhas! É um paradoxo cruel: saber que não são as únicas meio que divide a dor, mas traz também mais consternação por sabermos que o ser humano é mau por natureza.

Sim: nascemos ruim por natureza. Viemos ao mundo através de uma disputa em que milhões morrem, em que há uma separação violenta de células ao longo da gestação. O que acontece é que aprendemos ao longo dos anos a sermos bons.

Ninguém aprende a ser mau; aprende-se a ser bom.

16 comentários:

  1. carol disse...
  2. Acho que tudo que eu comentar aqui, estarei me repetindo.
    Puta trabalho foda... apesar de desmerecido por alguns ignorantes... que não tem a mínima idéia de como lidar com essas situações e só sabem apontar o dedo...
    Lindo relato. Energia boa de quem consegiu superar e mostra totalmente as consequências de quem sofre isso...
    Fato... o responsável é sempre o adulto.
    Só desejo do fundo do meu coração que meninas parem de passar por isso.
    Felipe tem razão.. eh da família que se tem que desconfiar.. minha mãe sempre nos alertou que "É seu tio, mas é homem. É seu primo, mas é homem!"...
    A proximidade torna mais "fácil" esse tipo de abordagem. Hoje em dia, é muito difícil ver casos de estranhos que cometem esse tipo de crime.. o perigo mora ao lado... de crianças, jovens e adultas.
    Mães.. estejam atentas, não tirem por menos... a memória física mexe mesmo com a emocional tratada...
    cuidemos de nossas meninas.. antes e depois...
    beijos

  3. Anônimo disse...
  4. Querido Ogro.... obrigada por ter postado este meu depoimento. A melhor forma de superar todo o acontecido é trabalhar para que tal violência deixe de acontecer.
    E nesta estrada de luta estamos eu, você e muitos outros.
    Se uma só pessoa que sofre ou sofreu violência sexual tiver algum estímulo para combater este mal através do seu blog - e isso já aconteceu com várias pessoas - já terá valido a pena todos os desafios inerentes ao se trabalhar com temas tão polêmicos.
    Parabéns pela sua coragem e obrigada por tudo!
    Prometo que da próxima vez escrevo menos... rsrs...
    Beijos!

  5. Anônimo disse...
  6. Tenho uma filha nessa idade e que brinca muito com adultos, tnho medo de ficar paranoica e não deixa-la mais brincar com ninguem.Mas cada vez mais me assusto com esses casos,mas é melhor ver alguém chateado com minha desconfiaça do que ver minha filha chorando a vida toda.Obrigada pelo relato.

  7. Anônimo disse...
  8. Ha uma garotinha no apto em frente ao nosso molestada regularmente pelo pai dela qdo a mãe não esta.
    Só entendi o que era qdo os vi pelo vitrô da cozinha. Quis ir lá, tocar a campainha e esfaqueá-lo.
    Meu marido me segurou, minha mãe q é psicologa e conhece o problema, disse pra denunciar anonimamente pois eu tenho filhos e morava defronte. Dias depois a garota ganhou um cachorrinho e dinheiro do pai. Passou a cooperar com ele e não gritar mais, nem chorar.
    Ninguém apareceu para investigar nada.
    Hoje ela tem 15anos e faz viagens sozinha com o pai para hoteis distantes. A mãe dela acha o maximo! Isso explica pq que existe um monstro como o austriaco que sequestrou e multi-engravidou a propria filha por 20anos. Ninguém investigou nada.

  9. Felipe Voigt disse...
  10. Em que época foi isso? Há quantos anos? Mesmo sendo denúncia anônima, acho que deveria haver uma pressão maior sua. Não quero falar que foi conivente, já que não me contou o que fez depois para tentar botar esse crápula na cadeia. Mas não dá pra esperar que apenas uma denúncia bote solução no caso. Hoje temos o Ligue 100 e a eficácia é pra ser maior.
    Se quiser orientação e ajuda, me mande um e-mail e falaremos por lá. Mas não dá pra aceitar isso acontecendo na porta da frente do seu lar.

  11. Anônimo disse...
  12. Não moro mais lá já há alguns meses Felipe. Pra dizer a verdade a mudança de apto reacendeu em mim a vontade de denunciar de novo. O cara além de tudo é bêbado e violento. A mãe da garota nunca deu um pio a respeito. Fiquei decepcionada com a primeira denuncia não dar em nada e com o fato da coisa ter entrado na categoria de fato consumado. Cheguei a pensar em fazer uma ligação anonima pra diretora da escola da garota, mas desisti. Ele o pai, sabe que eu sei. O predio todo sabe, e ele sabe disso. E ele se refestela na impunidade. Fiquei com uma enorme sensação de impotência e medo de que ele atacasse a mim ou minha familia de alguma forma caso eu fosse diretamente dar queixa na delegacia. Me desaconselharam a me meter. Eu não tinha provas,e só era testemunha. Minha palavra contra a deles. Um dia eu encontrei a garota sozinha no elevador, e eu disse pra ela "Se você um dia quiser tocar minha campainha eu abro a porta e te acolho" E ela ficou me olhando como se eu fosse louca.
    Como pode perceber o assunto ainda não me saiu da cabeça e nem do coração, embora hoje ela já seja uma moça e é possivel até que já tenha outro namorado além do pai.
    Eu tenho sérias duvidas se a esta altura ainda da pra fazer alguma coisa, e se devo.Até porque acho que todos os 3, mãe, pai e a garota vão negar tudo. A coisa virou um acordo tácito entre eles.

  13. Felipe Voigt disse...
  14. Vou levar a discussão pra um post à parte... continuamos nos comentários lá, ok?

  15. Felipe Voigt disse...
  16. Continuamos aqui: http://queridoogro.blogspot.com/2010/09/ha-uma-garotinha-no-apartamento-em.html

  17. Anônimo disse...
  18. "Ninguem aprende a ser mau, aprende-se a ser bom." Nem mais.

  19. Unknown disse...
  20. nossa,essa é minha historia,também fui molestada por meu meio irmao e tambem lembro do agressor nas relaçoes sexuais,o problema é que não consigo me libertar,nem com ajuda psicologica.

  21. Anônimo disse...
  22. Um menino de 16 molestou seu proprio irmao de apenas 03 aninhos hoje o que fez o ató está com 18 anos quería saber se eu chegasse a denuciar esse monsto ele iria preso

  23. Neto Silva Blog oficial disse...
  24. Foda neh

  25. Claudio Elias Do Nascimento disse...
  26. !Jesus Cristo está Voltando¡

  27. Elyenne Ribeiro disse...
  28. Eu graças a Deus nao tenho filhos,apezar de amar criança.Fico apreaaaaocupadissima pois tenho tres sobrinhas,uma a mae

  29. Eah Sigilo disse...
  30. Elyane me explica a forma que vc ama ?

  31. Anderson Marcelo Dias disse...
  32. Comigo também aconteceu. Tinha uma professora particular que me beijava e me colocava deitado em cima dela. levantava o vestido, tirava a calcinha e me colocava em cima dela pelado. Na epoca tinha uns 9 anos e ela 30.conseguia até penetra lá. Não tenho traunas... Era bom..

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